O que é Arte?

Quando falamos em Arte ou nos perguntamos a respeito do que pode ser uma obra de arte, freqüentemente nos vêm à mente a idéia de pintura, desenho, escultura.
Em seguida, nos damos conta que há diversos tipos de trabalhos de arte desde a Monalisa de Da Vinci, As mulheres de Picasso, o quadrado branco sobre fundo branco de Malevich, as pinturas de Pollock, as latas de sopa de Warhol, os objetos de Donald Judd, as performances Lygia Pape, obras que se movem de Palatinik, a espiral de Robert Smithson, entre tantos outros exemplos.

Como obras tão diferentes, de épocas diferentes, podem todas ser consideradas Arte?

“Nada existe realmente a que se possa dar o nome de Arte. Existem somente artistas. Outrora, eram homens que apanhavam um punhado de terra colorida e com ela modelavam toscamente as formas de um bisão na parede de uma caverna; hoje, alguns compram suas tintas e desenham cartazes para tapumes; eles faziam e fazem muitas outras coisas. Não prejudica ninguém dar o nome de arte a todas essas atividades, desde que se conserve em mente que tal palavra pode significar coisas muito diversas em tempos e lugares diferentes (...).”

Gombrich

A História da Arte, p. 15

Começamos nossa História da Arte no Renascimento apoiados em teóricos da Arte, que assim falam desta opção:

“Não que aquelas imagens (imagens devotas no Ocidente cristão desde o final do Império Romano até aproximadamente o ano 1400 d.c.) deixassem de ser arte em um sentido amplo, mas serem arte não fazia parte de sua produção,uma vez que o conceito de arte ainda não havia surgido de fato na consciência geral, e essas imagens – ícones, realmente – desempenhavam na vida das pessoas um papel bem diferente daquele que as obras de arte vieram a ter quando o conceito finalmente emergiu e alguma coisa como considerações estéticas começaram a governar nossa relação com elas.”

Arthur C. Danto

Após o fim da arte, p. 4

“A arte passa a ser usada para refletir um fragmento do mundo real e não só para contar uma história sagrada de uma forma comovente”.

Gombrich

A História da Arte p. 247.